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Os cursos de Artes Visuais e Pedagogia da FACINOR promovem o IV Seminário de Licenciaturas e IV Semana de Artes Visuais

Entre os dias 02 e 06 de setembro, a FACINOR promoveu junto aos cursos de Licenciatura em Pedagogia e Artes Visuais o IV Seminário de Licenciaturas e IV Semana de Artes Visuais.
O evento que trouxe este ano como tema “Educação, Literatura e Arte Contemporânea: uma crítica”, contou com a participação de acadêmicos, professores e estudantes da região.
O tema relaciona-se com as transformações ocorridas no mundo pós-guerra. O termo pós-moderno é adequado para as transformações culturais a que ora assistimos. Entre 1968 e 1972 o movimento pós-moderno surge após libertar-se dos movimentos antimodernistas dos anos 60. É na arquitetura urbana que o pós-modernismo se manifesta no seu sentido amplo como uma ruptura com a ideia modernista de que o planejamento e o desenvolvimento devem concentrar-se em planos urbanos de larga escala, de alcance metropolitano, tecnologicamente racionais e eficientes, sustentados por uma arquitetura despojada.
No campo político, econômico e educacional, o pós modernismo, vincula-se a expansão do neoliberalismo. Qualidade total, modernização da escola, competitividade, incorporação de linguagens da informática e da comunicação, abertura da universidade aos financiamentos empresariais, produtividade, essas são algumas dos conceitos presentes no discurso neoliberal para a educação.
Dentro do projeto neoliberal, a escola perde sua principal função (transmissão de conteúdos científicos), e se insere na lógica mercado de trabalho, sendo um braço do mesmo. A escola deixa de ser parte do campo social e político para ingressar no mercado e funcionar à sua semelhança. 
No Brasil, a modernização neoliberal assim como as anteriores não toca na estrutura piramidal da sociedade. Apenas amplia sua verticalidade, que se nota pelo aumento do número de desempregados, de moradores de rua, de mendigos, etc. Em outras palavras, a pirâmide social se mantém e as desigualdades sociais crescem. Para a educação, o discurso neoliberal parece propor um tecnicismo reformado. Os problemas sociais, econômicos, políticos e culturais da educação se convertem em problemas administrativos, técnicos, de reengenharia. A escola ideal deve ter gestão eficiente para competir no mercado. O aluno se transforma em consumidor do ensino, e o professor em funcionário treinado e competente para preparar seus alunos para o mercado de trabalho e para fazer pesquisas práticas e utilitárias a curto prazo.
Nas últimas décadas, pós-modernismo é um termo bastante discutido pelos intelectuais e academia e pelas forças políticas conflitantes o que já não pode ser ignorado. Portanto, faz-se necessário reconhecer a significação dessa absorção de uma espécie particular de estética modernista pela ideologia oficial. Esse novo conceito significa uma revolta artística e cultural, bem como uma revolta política progressista organizada pelo próprio modernismo.
Por isso, compreender como a história é feita constitui a fonte primordial de discernimento emancipatório e consciência política prática, ou seja, o grande contingente mutável de uma interpretação crítica da vida e da prática social. Hoje é nas novas formas de reparo temporal e espacial que encontramos.
Assim, ao longo de 05 dias, foram realizadas palestras, mesas redondas, oficinas e comunicações, que tiveram como objetivo refletir sobre a cultura e educação contemporânea, evidenciando dificuldades enfrentadas no campo de ensino e possibilidade de ensino no mundo pós-moderno, principalmente com os avanços do neoliberalismo.
No primeiro dia de evento, contamos com a presença dos professores Alba A. Matarezi Pinheiro, Prof. Ms. Djaci Leal e Prof. Ms Eduardo Gilioli, que participaram de uma mesa redonda onde foram debatidos assuntos relacionados a inserção de novas tecnologias no cotidiano escolar, o livro didático do Ensino Médio da Rede Pública de Ensino e o uso de cinema para a aprendizagem de conceitos históricos. 
No Segundo dia, recebemos a Prof.ª Pós Doutora Marta Sueli de Faria Sforni, que ministrou a palestra com tema “Educação na atualidade: para onde nos levam os novos caminhos?”. Durante a palestra foram discutidos temas relacionados à educação pública no tempo presente, os desafios e objetivos da escola e educação no século XXI.
No terceiro dia, recebemos o professor Dr. Ivens Fontoura que ministrou a palestra intitulada “Tupi or not Tupi”, e a oficina de escultura em concreto que deu início ao projeto de mural em concreto, “Retratos de Loanda”,  a ser realizado na instituição, retratando a história e a cultura de Loanda e região.
Por valorizar e incentivar a pesquisa e iniciação cientifica, no quarto dia, foi aberto espaço para que os acadêmicos e professores apresentassem pesquisas e artigos científicos produzidos em formato de comunicações. Contamos com a apresentação dos acadêmicos dos cursos de licenciaturas da FACINOR; alunos egressos e professores.
Por fim, no último dia recebemos os professores José Matarezi, que realizou uma oficina de “Metodologia de Educação Ambiental”, e a professora Ms. Luli Hata, que ministrou uma oficina de “Fotografia”.
Participaram do evento, os acadêmicos dos cursos de Licenciaturas em Artes Visuais, Pedagogia, Educação Física, além de professores da Rede Básica da Educação, acadêmicos de outras instituições e comunidade. Recebemos em torno de 150 participantes, com atividades realizadas de terça a sábado.
Os coordenadores do evento agradecem a colaboração e apoio da FACINOR, dos funcionários e professores que contribuíram na organização do evento, e a participação dos acadêmicos e comunidade.
        
Prof.ª Doutoranda Adriana de Carvalho Medeiros
Prof.ª Esp. Vilma Campo Ribeiro
 

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