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Aula Inaugural do curso de Pedagogia 2018 - “Mulher e Educação no Brasil”


Na última sexta-feira (09/03/18), no auditório da FACINOR (Faculdade Intermunicipal do Noroeste do Paraná), ocorreu a Palestra “Mulher e Educação no Brasil”, tendo com ministrante a professora Drª. Isabela Candeloro Campoi, a mesma é professora Adjunta do curso de Licenciatura em História da Unespar, campus de Paranavaí, atuando também no PPIFOR (Mestrado em Formação Docente Interdisciplinar. Tendo como participantes os professores e acadêmicos dos Cursos de Licenciatura em Pedagogia e do Curso de Administração da Instituição.

O tema proposto traçou um histórico da participação feminina e o papel das mulheres nas sociedades ocidentais. O marco fundador da História Contemporânea, ou seja, a Revolução Francesa foi o ponto de partida, quando algumas mulheres reivindicaram participação para além do espaço privado e sofreram as consequências desta ousadia: os assuntos “sérios” da política era esfera masculina. O acesso à educação era visto pelas primeiras defensoras dos direitos das mulheres como chave para a emancipação feminina. No entanto, as expectativas sociais pautavam as diferenças curriculares no ensino para meninos e para meninas, ampliando as diferenciações de gênero. Essa tendência norteava as perspectivas educacionais em diversos países, principalmente após a era napoleônica. De fato, a educação feminina foi uma preocupação constante no período e a ideia mais propagada era o conteúdo da novela Emílio, de Rousseau (1712-1778) No século XIX, período de organização da instrução escolar, o Brasil, já independente de Portugal, tinha a França como modelo. A primeira lei educacional, de 1827, estabelecia currículos diferenciados para meninos e meninas em idade escolar. A educação da mulher centrava-se na preparação para seu destino “natural” de esposa e mãe, e isso foi bastante explorado, principalmente no que tange ao seu papel na educação dos filhos, futuros cidadãos, aliando maternidade ao incipiente patriotismo, no caso do Brasil. A ideia de que as mulheres apresentavam limitações intelectuais foi empreendida pelos discursos médico e jurídico ao longo do século XIX. As diferenças educacionais reforçavam a ideia da existência de universos de atuação distintos para homens e mulheres, numa relação binária. Tal perspectiva, assimilada pelos discursos jurídico e religioso, foi estabelecendo papéis sociais específicos para as mulheres, tanto que o ensino elementar tornou-se a única profissão exercida pela mulher que foi plenamente aceita pela sociedade, já que se considerava o ensino de crianças como um prolongamento das funções maternas, prenunciando que essa atividade fosse essencialmente feminina. Sendo assim, a palestra possibilitou aos participantes o conhecimento a respeito das buscas por reconhecimento da identidade feminina na sociedade vem sendo realizada a tempos.

Por: Jeferson Eduardo Calixto / Débora Bahú / Larissa Klosowski de Paula

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